O maior portal idependente da raça quarto de milha no Brasil

As cólicas começam por uma dor abdominal de origem situada quase sempre no nível do tubo digestivo. O cavalo tem dor de barriga, “Raspa” o sol com as mãos, dá coices, olha o flanco, se agita, se deita, se rola, transpira, se mantém em posição de urinar u defecar, exterioriza o pênis (caso do macho), Fica em posição de cão sentado e apresenta os olhos vermelhos. Mesmo se na maioria dos casos, elas se resolvem rapidamente, as cólicas são em todo o caso, causas freqüentes de mortalidade.
Para entender melhor as causas das cólicas, temos que conhecer a anatomia do cavalo que não foi nenhum presente na concepção do tubo digestivo! Entender essa anatomia nos permitirá de entender melhor os diversos tipos de cólica e suas origens.
Os estômago do cavalo apresenta duas particularidades: ele é muito pequeno em comparação ao cavalo adulto (o seu volume não passa os 15 – 16 litros) e sua entrada é formada de um esfíncter chamado cárdia que permanece sempre fechado impedindo o refluxo, qualquer regurgitação (volta dos alimentos à boca para melhor mastigação) de gás ou liquido: assim o cavalo não pode vomitar. Se por acaso ele absorve uma quantidade grande demais de água ou comida, o estômago se distende o cárdia se fecha, o que provoca uma grande dor: poderá então ocorrer ruptura estomacal com conseqüente de morte do animal. Más a presença de úlceras gástricas sobre sua parede não é rara. – sobre tudo para os cavalos estressados – e isso pode produzir cólicas reincidentes.

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Um pouco de Anatomia
O intestino delgado é um cilindro bem comprido, bastante móvel (24 metros em media) suspendida na cavidade abdominal pelo mesentério, rico em vasos sanguíneos. As cólicas resultadas dessa parte do intestino são, a maior parte das vezes, muito graves. Podem ser o resultado de uma torção em volta do mesentério, de uma lesão de um vaso por parasitas, de um excesso na alimentação ou de uma infecção. No Garanhão, a passagem de uma asa do intestino delgado na região do testículo provoca uma hérnia inguinal.
O Cecum é um comprido tanque de 35 litros, pouco móvel que recebe o intestino delgado. É aí que leva cabo a digestão da forragem. Está fixada na parede direita do flanco. pode ser o objeto de fermentação excessiva que leva a uma importante dilatação. Também pode se torcer e ser o lugar de uma importante sobrecarga alimentícia.
O colon sai do cecum formando o grande conduto cheio de relevos de um volume de mais de cem litros para um largo de 8 metros. Apresenta certas partes estreitas onde podem se acumular grandes quantidades de comida. Esse tipo de cólica, também chamada “compactação”, é freqüente em cavalos que comem muita palha o com falta de exercício. Já que o colon é muito móvel pode mudar de lugar ou se torcer. Certos corpos estranhos podem se encontrar no nível do colon e provocar cólicas. Desse modo, cavalos criados em campos areados podem ingerir uma quantidade impressionante  de areia que se acumula no colon e provocando uma obstrução. Antes, as cólicas eram uma fatalidade. Hoje em dia, os progressos da medicina veterinária nos permitem olhá-las de uma maneira mas otimista. Duas orientações são então recomendadas: o tratamento médico ou, se necessário, a operação cirúrgica.

Que Tratamentos?
As cólicas benignas são as mas freqüentes. Se trata na maioria das vezes de um síntoma doloroso causado pelo stress ou a uma sobrecarga alimentícia no nível do intestino grosso. O tratamento é clássico. Ele consiste em por o cavalo a dieta, fazer ele caminhar para melhorar a movimentação do estomago e a utilização, as vezes de antiinflamatório para aliviar. Tem que evitar que o cavalo se role para que as porções más móveis se mecham ou se torçam. O veterinário lhe dará, se for preciso pelo médio de uma sonda, azeite de parafina para a ajuda da , reabsorção de uma eventual compactação.
Em certos casos mais raros, assim como uma deslocação do colon que pode ir se agarrar em cima do fígado ou no caso de cólicas de origem infecciosa, se precisa de um tratamento médico mas seguido e importante.
O cavalo tem então que se dirigir a unidade de cuidados intensivos de um centro especializado. aí, ele será aliviado e reidratado. Será posto sob perfusão e um tubo será posto dentro do nariz até o estômago para permitir a regurgitação dos gazes, dos alimentos ou líquidos. Medicamentos contra a dor serão subministradas. No caso de uma doença infecciosa, o animal será posto sob antibióticos a forte dose. Se o problema não pode ser resolvido com medicamentos, no caso por exemplo de uma torção, de uma deslocação importante ou de uma hérnia inguinal, o cavalo deverá ser operado. Uma incisão é feita no meio da barriga e a porção de intestinos atingida é removida, as vezes vários metros são retirados se essa porção é inviável.

A Intervenção Cirúrgica
O cavalo é então deixado na cocheira durante uns 90 dias com um passeio diário na mão para permitir a cicatrização correta da parte abdominal. A volta ao trabalho será para mais ou menos uns 6 meses depois da cirurgia. A taxa de êxito dessa operação está situadas entre 20 e 85% isso variando com a gravidez da lesão.
As complicações são freqüentes: pode acontecer um rompimento da ferida cirúrgica, uma infecção, um trânsito digestivo que não volta ao normal, aguamento…
Por isso é muito importante, se o seu veterinário acha que é necessário, de levar o seu cavalo numa clínica especializada. A rapidez da decisão é um fator primordial a favor do sucesso. Muitos animais já foram operados e vários deles até voltaram ao mais alto nível da competição.

Tipos de Cólica
1- CÓLICA GASOSA: É uma dilatação do estômago produzida pela ingestão de alimentos fermentáveis ou processos obstrutivos na região do piloro (passagem estômago-intestino delgado). É de grande incidência nos haras, devido ao excesso de alimentos. Nunca é causada pelo produto e sim pelo modo como ele está sendo utilizado.
Os eqüinos, como vimos, tem o estômago pequeno e o hábito de comer pouco e varias vezes ao dia. Quando fica muito tempo sem se alimentar, ao ser fornecida uma quantidade errônea de ração, o animal ingere um volume que muitas vezes não está condizente com a sua atividade (pouco exercício), advindo a cólica. Muitas vezes, o volume de ração que se está fornecendo a um animal sob atividade intensa , sem causar problemas, pode ser demais para uma atividade menor. Logo, o criador deve relacionar o volume de ração com a atividade do cavalo, que pode ser: Manutenção, trabalhos leve, moderado e pesado, ou condicionamento (ganhar peso). A cólica gasosa pode advir da ingestão de alimentos grosseiros (grão de milho ou capins em estágio avançado de desenvolvimento). Ingeridos em grande quantidade em decorrência da fome, obstruem o piloro, fermentam o alimento e formam gases, dilatando o estômago. A água é de extrema importância aos eqüinos. Sua restrição somente deve ocorrer após os exercícios. No mais, ela auxilia a digestão e o trânsito do bolo alimentar pelo trato digestivo, além de compor 70% do organismo animal.
2- ESPASMO GÁSTRICO:É um tipo de cólica que ocorre devido à ingestão de água fria após exercícios. É uma vasoconstrição com diminuição da irrigação sanguínea do estômago (isquemia). Sempre aguarde 40 minutos para fornecer água aos animais que estejam praticando exercícios.
3- TORÇÃO DO INTESTINO DELGADO: É uma cólica causada pelas alterações dos movimentos intestinais, cujas causas são as mais cariáveis possíveis (diarréias, movimentos intestinais bruscos, etc…). Os eqüinos possuem outra característica anatômica do trato entérico, que são fortes movimentos e poucos pontos de fixação do intestino no organismo, levando-os a propensão às torções (nó nas tripas). Após ocorridas, elas prejudicam a irrigação dos tecidos e quanto mais próximas do estômago, mais graves serão.
O diagnóstico desse tipo de cólica é difícil. O único tratamento é a cirurgia até 6/8horas, após o inicio da cólica. Depois deste período, o processo é irreversível causando a morte.
4- TORÇÕES E DESLOCAMENTO DO INTESTINO GROSSO: Semelhante à descrita anteriormente (torção), só que ocorrerá no intestino grosso, causando a obstrução da passagem do conteúdo intestinal e suprimindo a irrigação sanguínea, com a conseqüência morte dos tecidos.
Os deslocamentos do cólon em 360° são incontroláveis e os animais morrem em poucas horas.
5- COMPACTAÇÃO: São acúmulos de alimentos que ocorrem em qualquer parte do trato intestinal, ocasionando bloqueio total ou parcial ao livre trânsito do conteúdo intestinal. Geralmente são ocasionados por alimentos de baixo valor nutricional, associados à baixa digestão de água, ou água com areia.
6- TIMPANISMO: É o acúmulo de gases devido à fermentação dos alimentos, ocasionando distensão intestinal.
Timpanismo intestinal primário:
Pode ser ocasionado por fermentação de alimentos ou excesso destes, ocorrendo ao nível do intestino.
Timpanismo Cecal:
É causado por fermentação dos alimentos (excesso ou alimento deteriorado) e alterações do peristaltismo (provendo de causas desconhecidas).
7- ESPASMO INTESTINAL: É uma contração da musculatura da parede do intestino, produzindo isquemia (falta de sangue), cujas causas são alterações neurovegetativas (nervosas).
8 – CÓLICA TROMBOEMBÓLICA (Coágulo): É ocasionada por larvas do verme Strongylus vulgares que bloqueiam total ou parcialmente os vasos sanguíneo, afetando a irrigação sanguínea com a conseqüência necrose (morte) dos tecidos.
9- ENTEROLÍTIASE (pedras, cálculos..) É a obstrução do intestino por enterólitos (pedras), que se formam por deposição de minerais, tendo no centro fragmentos de metais, pequenas pedras ou partículas de madeira, barbantes, etc…
Quando estas “pedras” se localizam no cólon menor ou no cólon transverso, causam obstrução, levando o animal a morte. Um enterólito possui o tamanho normal de uma mão de adulto fechada e é o agente causador da cólica, podendo matar o animal.

NA ESPERA DO VETERINÁRIO
A- Caminhar com o animal para eliminar os gases (isto se o processo estiver no inicio)
B- Colocar o animal em local aberto para evitar que se machuque
C- Dar analgésico antiinflamatório, por exemplo Banamine
D- Dar via oral – boca – um frasco de leite de magnésia E- Dare via oral, dois frascos de antifermentativo, tipo Blotrol F- Caso haja alguém com experiência, passar a sonda nasogástrica e realizar a lavagem estomacal.

Autor: Avace

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Hoje em dia, a cólica, para todos que lidam com cavalos, é uma das maiores preocupações. É um problema mais comum do que muita gente pensa e mata muitos cavalos a cada mês.

 

O que é a cólica?

 

Cólica significa uma crise de dor abdominal, de origem variada. Nós podemos especificá-la em duas maneiras: Surda: o animal fica inquieto, cava o chão, deita e levanta sem parar, come pouco ou as vezes nada. Mas o grande alívio é quando o cavalo consegue defecar… Verdadeiras: além dos sinais anteriores, o animal pode chegar a cair, coicear a si mesmo, suar profundamente, manifestando o sofrimento de forma impressionante. Na maioria das vezes, as crises se apresentam e somem; em outras, o desfecho pode ser fatal. Em alguns animais essa predisposição pode ser hereditária, mas qualquer um está sujeito a isso. Quando constatar sintomas semelhantes, a providência imediata é faze-lo andar ao passo e logo chamar um veterinário.

 

Por que a cólica ocorre?

 

Na grande maioria os casos são devido a mudanças alimentares, estresse, mudanças meteorológicas, ou até um objeto ingerido pelo animal (uma pedra, por exemplo) que acaba por dificultar a digestão. Este objeto misturado com o bolo alimentar pode acabar ficando preso nas alças intestinais formando verdadeiras e perigosas pedras que, por sua vez, podem obstruir a passagem das fezes.

 

O que podemos fazer para prevenir?

 

O que podemos fazer para prevenirmos esse mal, é tratar cuidadosamente da alimentação do cavalo. Citamos abaixo alguns cuidados essenciais: – Manter a pureza e frescor da água – Manter a ração armazenada em local limpo e sem umidade – O cocho deve estar sempre limpo, sem restos de ração velha. – Tomar cuidado para que o feno e alfafa não estejam mofados e deteriorados, pois são especialmente perigosos. – Quando for alterar a dieta de um cavalo, deve se fazê-lo aos poucos, fazendo com que organismo se adapte. – Não deixar o cavalo sem exercício. Cavalos encocheirados são mais propensos a terem cólicas por falta de movimento. Caso não possa montar seu cavalo, solte-o em um piquete ou rode-o na guia.

 

A cólica tem cura?

 

Quem poderá definir se tem cura ou não será somente um veterinário. Ele irá avaliar o quadro do cavalo enfermo. As vezes a simples aplicação de alguns medicamentos ou a passagem de uma sonda estomacal, resolve a má digestão. Outras o caso é mais complicado e é necessário uma cirurgia. E infelizmente, dependendo do caso, não tem jeito. Abaixo montamos uma tabela para melhor visualização:

 

:: Sintomas ::

inquieto

cava o chão

deita e levanta

come pouco ou nada

não se agüenta em pé

coiceia a si mesmo

suando profundamente

 

 

:: Possíveis motivos ::

mudança alimentares

mudanças meteorológicas

estresse

falta de atividade física

falta de alimentação verde para a boa digestão

 

 

 

:: Prevenção::

servir ração de boa qualidade e bem conservada

não deixar ração velha no cocho

servir sempre água limpa e fresca

servir feno e alfafa frescos e limpos

servir alimentos “verdes” para a boa digestão

 

:: Providência ::

 Ao menor sinal de cólica, entre em contato com um veterinário. Enquanto ele não chega deve-se puxar o cavalo ao passo e oferecer-lhe alimento verde. 

 

 

 

O ciclo éstrico na égua pode ser considerado como o período compreendido entre a ovulaçãode um folículo maturo até à ovulação do folículo maturo seguinte. Este é, normalmente, um período de 21 dias em éguas Puro Sangue Inglês e de até 25 dias em éguas de raças póneis. O cio, isto é, a exibição do desejo e a aceitação do garanhão, tem início antes da ovulação e normalmente prolonga-se por 24 a 48 horas após a ovulação. Após este período a égua perde a receptividade.

 

No que se refere à relação existente entre o ciclo éstrico, nomeadamente a fase de estro (cio), e as alterações das características do pêlo e crinas, esta é compreensível, se considerar-mos que ao ciclo éstrico estão associadas um conjunto de alterações hormonais. Assim, o efeito das hormonas sexuais femininos (estrógeno e progesterona) pode-se fazer sentir ao nível da estrutura e composição do pêlo. Um exemplo desse efeito, é o exercído sobre as glândulas sudoríparas que estão distribuídas em todas as zonas pilosas e cujos dutos se abrem nos folículos pilosos primários, libertando, durante o cio, secreções que contém feromonas, contribuindo para a atração e excitação dos garanhões.

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